Descubra a melhor época do ano, baseado em clima, temperatura e precipitação histórica.
O melhor clima em Açores é de Junho, Julho, Agosto, mas considerando preços de voos e turismo, os melhores meses para visitar são Maio, Outubro, Novembro. — clima clima consistente
☀️Agradável
| Score | 57 | 59 | 62 | 66 | 75 | 80 | 83 | 81 | 80 | 72 | 73 | 55 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Clima | Fresco e chuvoso | Fresco e chuvoso | Ameno | Fresco e chuvoso | Fresco e chuvoso | Agradável | Agradável | Agradável | Agradável | Úmido | Fresco e chuvoso | Fresco e chuvoso |
| Temperatura | 14–17°C | 13–16°C | 13–17°C | 14–17°C | 15–19°C | 17–21°C | 19–23°C | 21–25°C | 20–24°C | 18–21°C | 16–19°C | 14–18°C |
| Sensação | 12–15°C | 11–15°C | 11–15°C | 12–16°C | 14–19°C | 17–23°C | 21–26°C | 22–28°C | 21–25°C | 17–21°C | 15–18°C | 12–16°C |
| Precipitação | 125mm 19 dias | 104mm 15 dias | 100mm 16 dias | 117mm 20 dias | 113mm 19 dias | 78mm 15 dias | 45mm 14 dias | 65mm 15 dias | 80mm 17 dias | 141mm 20 dias | 130mm 18 dias | 161mm 20 dias |
| Sol | 6.4h ☀︎ 64% | 7.2h ☀︎ 67% | 8.2h ☀︎ 68% | 9.0h ☀︎ 68% | 9.9h ☀︎ 70% | 11.9h ☀︎ 80% | 13.1h ☀︎ 90% | 12.2h ☀︎ 90% | 11.0h ☀︎ 89% | 8.2h ☀︎ 73% | 7.0h ☀︎ 69% | 6.0h ☀︎ 63% |
| Vento | S · 26 km/h | O · 24 km/h | O · 25 km/h | O · 25 km/h | O · 22 km/h | NO · 18 km/h | NO · 16 km/h | NO · 16 km/h | N · 19 km/h | O · 25 km/h | O · 25 km/h | SO · 28 km/h |
| Umidade (%) | 82% | 81% | 80% | 81% | 82% | 82% | 83% | 81% | 80% | 79% | 81% | 81% |
| Duração do dia | 9.9h | 10.8h | 12.0h | 13.2h | 14.2h | 14.7h | 14.5h | 13.6h | 12.4h | 11.2h | 10.1h | 9.6h |
| Lotação Turística | Baixa temporada | Baixa temporada | Baixa temporada | Temporada intermediária | Temporada intermediária | Alta temporada | Alta temporada | Alta temporada | Alta temporada | Temporada intermediária | Baixa temporada | Baixa temporada |
A maior festa religiosa dos Acores enche Ponta Delgada de procissoes, fogo de artificio e ruas cobertas de flores no fin…
A maior festa de rua da ilha Terceira toma conta de Angra do Heroismo em junho, com musica ao vivo, tradicoes de tourada…
A cidade portuaria da Horta, na ilha do Faial, celebra a sua identidade maritima em agosto com regatas, concertos e fest…
O senso comum das viagens vai te dizer para ir aos Açores em julho, atrás de sol, mas as ilhas estão no seu momento mais hipnótico e genuíno em novembro, quando o vaivém de iates do verão já passou e o terreno vulcânico dramático recupera sua alma atlântica e melancólica.
Nove picos vulcânicos perdidos a quase mil e quinhentos quilômetros no meio do Atlântico Norte não existem para oferecer férias de praia previsíveis. Os Açores são geologia oceânica em estado bruto — montanhas que emergem do leito do mar para furar as nuvens, coroadas pelo imponente cone do Monte Pico, o ponto mais alto de Portugal. A maioria dos viajantes mira instintivamente o auge do verão, atrás da ilusão de uma fuga subtropical e seca. Passam julho enfrentando filas nas bordas das crateras vulcânicas e pagando preços inflados por carros alugados, só para descobrir que o Atlântico faz o que bem entende de qualquer forma. Se você quer os Açores de verdade — o vapor geotérmico subindo no ar fresco, as lagoas verdes das crateras envoltas em névoa cambiante e o ritmo tranquilo da vida na ilha —, precisa entender como esse calendário realmente funciona.
Os guias tradicionais nunca vão te sugerir pousar em São Miguel ou no Faial em novembro, e esse descuido é a sua maior vantagem. Novembro é o ponto ideal em que os Açores trocam a previsibilidade de cartão-postal por atmosfera profunda e espaço para respirar. Julho até oferece tardes um pouco mais secas, mas cobra um preço alto em congestionamento nas estradinhas costeiras e escassez de hospedagem na ilha. Novembro entrega temperaturas diurnas agradáveis, em torno de dezoito graus, perfeitas para caminhar pelas cristas vulcânicas íngremes sem derreter de calor úmido.
Sim, as nuvens vêm baixas do oceano, trazendo pancadas que varrem os penhascos de basalto negro. Mas a chuva açoriana no fim do outono raramente é um cerco de dia inteiro; ela passa em faixas rápidas, deixando as encostas em tons impossíveis de esmeralda antes de se abrir e revelar um sol dourado sobre o mar agitado. Mergulhe nas piscinas termais naturais das Furnas enquanto uma chuva fria cai suavemente entre o vapor, ou perambule pelas vielas tranquilas de Ponta Delgada sem disputar espaço com excursões de cruzeiro. Você tem as ilhas praticamente só para você, com uma fração do atrito do verão.
O inverno nos Açores é uma criatura selvagem e tempestuosa. De dezembro a março, o Atlântico solta toda a sua força contra os postos avançados a oeste, nas Flores e no Corvo, e contra os penhascos centrais de São Jorge. A chuva chega em rajadas frequentes e densas, e dezembro tem os céus mais cinzentos do ano. A nota do clima despenca, mas, curiosamente, do início do inverno até março surge um fluxo inesperado de visitantes de longa estadia e europeus continentais fugindo do frio gelado do inverno no continente.
Março marca o pico de movimento dessa maré invernal, mesmo com a sensação térmica rondando os quinze graus e o vento soprando do oceano com força implacável. Subir até as cristas com vista para as Sete Cidades nesses meses exige capa de chuva reforçada, botas firmes e muita paciência com o nevoeiro repentino, capaz de engolir uma caldeira vulcânica em minutos. Se você vier agora, venha pelo drama das ondas se espatifando contra a costa de lava negra, pelas panelas de cozido fumegando nas fumarolas geotérmicas e pelas noites tranquilas em aldeias remotas — não pelos grandes panoramas de montanha.
A partir de abril, as tempestades atlânticas começam a se espaçar. Maio chega com um ar mais ameno e gentil, aquecendo o solo e fazendo a flora lendária da ilha desabrochar em profusão. As encostas ganham um verde vibrante, e os penhascos que despencam para o mar suavizam-se sob mantos de vegetação silvestre.
Maio também traz o ápice cultural das ilhas a Ponta Delgada com as Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres. A histórica capital se enche de centenas de milhares de peregrinos, emigrantes que retornam e viajantes que lotam as ruas de calçada portuguesa. Tapetes elaborados de pétalas frescas cobrem as avenidas para as procissões sagradas, acompanhados de bandas de música, fogos de artifício e uma energia comunitária contagiante e reverente. Voos e quartos em São Miguel esgotam com meses de antecedência para a semana da festa, mas viver a devoção das ilhas com o sol ameno do fim da primavera ao fundo é inesquecível.
De junho a setembro, os Açores vivem seu clima mais estável. O mar esquenta, a sensação térmica sobe para perto dos vinte e poucos graus e as horas de sol se estendem noite adentro. Julho e agosto trazem os dias mais secos do ano, transformando as ilhas em um polo para mergulhadores, observadores de baleias e velejadores do Atlântico.
Junho acende a Terceira com o festival das Sanjoaninas, em Angra do Heroísmo. A cidade tombada pela Unesco explode em música de banda filarmônica, banquetes ao ar livre e as tradicionais tourdas pelas ruas históricas, mostrando a cultura popular açoriana em pleno volume. Já em agosto, os holofotes se voltam para a Horta, no Faial, com a Semana do Mar. O lendário porto de veleiros se enche de tripulações internacionais em travessia oceânica, celebrando regatas e shows à beira do cais nos dias mais quentes da temporada.
Mas a perfeição do verão é uma faca de dois gumes. A alta temporada sobrecarrega a infraestrutura. Os ferries entre Pico, Faial e São Jorge lotam, os carros de aluguel somem dos pátios, e a sensação de isolamento selvagem fica comprometida por estacionamentos cheios nos miradouros famosos. É quente e inegavelmente bonito, mas não é o encontro solitário e primitivo com o Atlântico que muita gente sonha em encontrar.
Outubro é o mês em que o outono retoma o arquipélago. As temperaturas seguem amenas e o mar continua morno o suficiente para nadar em Santa Maria ou nas baías protegidas da Graciosa, mas a atmosfera fica mais instável. A intensidade da chuva aumenta, com pancadas fortes que exigem roteiros flexíveis dia a dia.
As multidões do verão praticamente desapareceram, deixando as trilhas maravilhosamente vazias, mas é preciso ficar de olho na previsão do mar. A base das nuvens desce, encobrindo com frequência o cume do Monte Pico, e os voos entre ilhas enfrentam atrasos ocasionais por causa do tempo. É um mês de transição que recompensa o viajante autossuficiente, que não se importa em trocar céu azul por trilhas vulcânicas vazias e uma luz de outono melancólica.